Quer aprender dicas valiosas que vão te ajudar no desmame do bebê sem dor, sem desrespeito e sem traumas? Confira neste artigo. 

Um dos momentos mais desejados pelas mães, assim que se torna uma, é a amamentação do bebê. O sentimento gerado ao nutri-lo é ainda mais forte e mais significativo do que o próprio amor. Contudo, chega uma hora que o bebê precisa seguir o seu curso natural e crescer.

É importante ressaltar que o ato de amamentar é subjetivo e vai muito além do físico. Muitas mamães são privadas de amamentar o seu bebê com o peito, mas isso não a faz menos mãe e tão pouco uma mãe livre do processo do desmame. Reforçamos que este conteúdo é indicado para mamães em processo de desmame, independente do processo e das circunstâncias. 

Se você está aqui é porque, provavelmente, você tem um bebezinho em fase de desmame ou gostaria de iniciar esse processo, certo? Então acompanhe as nossas dicas e entenda como fazer o desmame sem traumas. Confira:

Quanto tempo dura o processo do desmame do bebê?

Alguns grupos indígenas costumam dizer o seguinte: “a criança está pronta para o desmame quando conseguem andar com os próprios pés”. Em alguns povos, o bebê mama na mãe durante toda sua primeira fase, ou seja, até mais ou menos  completar 2 ou 3 anos. Segundo a antropóloga Daniela Lima, o bebê indígena fica grudado no peito da mãe o tempo todo.

Mas e quando você enfrenta uma outra realidade? “Estou mudando o curso natural das coisas?” A resposta é “NÃO”. O desmame do seu filho não é um ato de crueldade ou algo invasivo, desde que respeite algumas questões.

Este processo é natural e totalmente voltado para a necessidade da criança, seja alimentar ou emocional. Quando os pequenos percebem, não estão mais mamando como antes. Já estão prontos para conhecer novas coisas e provar novos alimentos, então o leite da mãe não faz tanta falta ou diferença.

Mas a nossa sociedade é um pouco diferente, as mamães não indígenas seguem outro estilo de vida. Algumas trabalham fora e precisam cumprir uma jornada de trabalho diária; outras estudam e precisam voltar às tarefas; e outras continuam em casa, mas por diversos motivos, precisam do desmame do filho. 

De acordo com a CLT, a licença maternidade é de 120 dias, sem mudanças no salário e risco de demissão. Este é o período que muitos bebês têm para continuar mamando. Para as mamães que estão preocupadas e perdendo noites de sono com medo de “gerar traumas” no filho devido ao desmame, acredite: você pode e deve fazer isso sem muito sofrimento.

O desmame do bebê pode variar de mãe para mãe, de ritmo para hábitos e outros fatores, mas geralmente precisa acontecer de forma natural, respeitosa e afetuosa. É importante saber que para bebês de 1 a 2 anos, ou seja, que já estão comendo outros alimentos, o ato da amamentação traz segurança, conforto e tranquilidade.

Portanto, o processo precisa se voltar integralmente ao bebê e respeitar o tempo e, acima de tudo, as necessidades emocionais e físicas do seu filho ou filha. 

1 – O desmame precisa ser gentil

O bebê não consegue compreender sinais e significados como nós, adultos. Portanto, quando precisam de alguma coisa, ou estão incomodados com algo, choram. É natural e faz parte do seu curso de desenvolvimento humano. Porém, um bebê, dependendo a sua fase de desmame, vai chorar quando começar a regular as mamadas e iniciar o processo. 

Tenha essa informação em mente para controlar o estresse, os medos e a insegurança. O desmame precisa ser gentil e afetuoso, essa é a primeira regra do processo, sem isso, nada acontecerá. Não esqueça: pode parecer bobeira, mas a maneira como você lida com o processo é percebida pelo bebê. Inclusive, ele já lidava com emoções compartilhadas antes mesmo de nascer. Então se você está insegura, passará esse sentimento para ele, transformando o processo ainda mais desafiador e desgastante. 

A primeira dica é: comece aos poucos, diminuindo o ritmo das mamadas e substitua um dos pedidos por peito ou mamadeira por uma refeição. Neste caso, em vez de oferecer o que ele quer, a mãe precisa oferecer uma papinha ou frutas e legumes amassados. Esse processo precisa ser incentivador, ou seja, mostrar ao bebê que comer outras coisas também é gostoso, divertido e afetuoso. 

Este processo pode começar a partir dos 7 meses. 

2 – Como fazer o desmame noturno

O bebê é um novo ser humano no mundo, quando nasce não entende que dormimos à noite e ficamos acordados durante o dia. Não existia ciclo “noite-dia” na barriga da mãe, portanto, o seu “relógio biológico” não existe. Nos primeiros meses, o bebê acorda por uma necessidade física, ele acorda para mamar. Com o passar do tempo, isso pode se tornar um hábito e, para além das necessidades do corpo, o bebê também se sente mais seguro e feliz nos braços da mãe. 

O desmame noturno precisa começar um pouco antes do desmame total, neste caso, o ideal é que a partir dos 4 meses a mãe consiga adequar a necessidade do bebê com ritmos de mamadas para que ele consiga dormir a noite toda. Não esqueça, quem dá os sinais é o bebê, portanto, não fique forçando nada e conduza a situação naturalmente. 

Reforçar o afeto e as mamadas antes do bebê dormir é o primeiro passo. Caso o bebê já esteja comendo outros alimentos, reduza a ingestão dos sólidos à noite. Assim, você evita que ele tenha desconfortos na madrugada e, consequentemente, fique acordando ou perca o sono por má digestão.

Outra dica importante é: ofereça apenas um seio à noite ou uma mamadeira completa, esse passo é fundamental para a etapa de redução. Ele deve mamar o leite gordo e fique saciado. Isso faz com que ele durma a noite toda e ajude a regular o seu reloginho. 

3 – Conheça a melhor idade para fazer o desmame do bebê

Com 6 e 7 meses, o bebê já começa a comer a famosa “papinha”, ele recebe a introdução alimentar de acordo com a sua alimentação. Geralmente são frutas e legumes amassados, mas essa introdução não pode ser repentinamente substituída pelo leite materno ou de fórmula.

O fato do bebê estar comendo papinha não quer dizer que ele esteja pronto para eliminar o leite. A melhor idade para fazer o desmame do bebê varia de acordo com a necessidade da mãe e da criança, não existe uma regra estabelecida.

O ideal é que o bebê vá perdendo naturalmente o interesse de mamar enquanto cresce. Para fazer isso, você precisa: introduzir novos alimentos; oferecer apenas um seio ou reduzir o leite na mamadeira em algumas refeições; diminuir gradualmente os minutos da mamada; e reforçar que o amor, o afeto e a conexão existem mesmo sem peito e colo, como sinônimo de alimentação. 

4 – O melhor horário para desmamar

Não existe um horário ideal para desmamar o bebê, uma vez que o desmame é voltado para as necessidades emocionais e físicas da criança. Contudo, existem algumas práticas que podem ajudar a estabelecer um início no processo. As mamadas à noite, como vimos, podem ser um começo, já que você vai alimentar o bebê até saciá-lo.

Outra alternativa é trocar as mamadas em horários como o almoço, por exemplo, em que você pode saciar o bebê com alimentos mais ricos e mais completos. 

Não esqueça: consulte um pediatra e um nutricionista para saber como e quando começar. É importante que um profissional avalie as condições físicas e emocionais do seu bebê, para evitar o que queremos, o indesejado trauma, certo?

5 – O desmame do bebê como um processo sem traumas e sofrimento

Imagine a seguinte situação: você quer muito assistir um filme e alguém venha te privar disso, escondendo o controle remoto, desconectando o streaming da TV ou pior, te deixando assistir apenas os 10 primeiros minutos do filme sem muita explicação ou escolha. Você ficará, no mínimo, irritada e frustrada, certo? 

É exatamente isso o que o bebê sente quando você o priva do peito ou da mamadeira sem trabalhar o seu emocional. A amamentação pode representar diversas coisas para o bebê e uma delas é a atenção e o cuidado. Do mesmo jeito que você quer assistir a um filme para se “desligar da rotina”, o bebê também procura por apegos e escapes que supram suas necessidades emocionais. 

O seu filho não vai “morrer” se ficar sem mamar, assim como você não vai “morrer” se ficar sem assistir filmes; mas ele pode ficar triste, desmotivado e insatisfeito. Não queremos gerar este sentimento na criança, ok? Então seja paciente, recíproca e empática com ele. 

6 – O desmame precisa respeitar a criança 

Falamos de empatia, certo? Então você precisa ter algumas questões em mente para proporcionar um desmame humanizado ao bebê: respeite a criança e suas condições. Por isso, nada de iniciar o desmame sem antes consultar um médico pediatra.

Você deve entender quais nutrientes pode, aos poucos, introduzir para evitar a desnutrição da criança; é importante saber se ela está em uma fase saudável e segura; conheça o corpinho dele, veja se estão nascendo dentinhos. Muitas vezes, ele aproveita a mamada para coçar a gengiva e aliviar o incômodo. Além de tudo, é importante que você trabalhe aos poucos a conexão com a criança sem envolver diretamente o peito ou a mamadeira. Assim você consegue mostrar para ele segurança e amor como algo à parte da alimentação. 

O que NÃO fazer durante o desmame do bebê

Não grite com a criança: pode parecer estranho, mas algumas mães perdem a paciência, o que é natural, somos seres humanos passíveis de erros e dores. Contudo, é importante que você controle seus impulsos perto do bebê para evitar problemas futuros. 

Privá-la de mamar como punição: é injusto você privar seu bebê de mamar por “achar” que ele já consegue se alimentar sozinho ou coisas do tipo. Como dissemos, às vezes, o bebê procura o peito e a mamadeira por necessidades emocionais, e precisamos entender e lidar com isso de forma humana. 

Entenda a linguagem do bebê: como ainda não conseguem falar, os bebês precisam se expressar. O bebê pode entender algumas coisas e acumular impressões. Uma criança privada de afeto e compreensão não consegue se desenvolver genuinamente, cresce um adulto problemático e com baixa autoestima.  

Solidão: ser dura com o bebê e deixá-lo chorar no berço ou em outro canto da casa pode ser ainda mais trágico do que imaginamos. Não podemos tratar o bebê como algo diferente de nós, é uma fase humana que precisa de respeito e integração. O bebê solitário pode desenvolver transtornos de pânico, ansiedade e depressão no futuro.

Lembrando que a primeira infância, do 0 aos 6 anos, é fundamental para a formação psicossocial, ou seja, a fase de formação neuronal e emocional do indivíduo. Quando você proporciona um ambiente de estresse, raiva, solidão e outros problemas, você está contribuindo para um desenvolvimento “não saudável” do seu filho.

Cuidados que vão muito além do amor

A amamentação não precisa ser romantizada. Sabemos que muitas mamães enfrentam desafios desgastantes durante a gestação e o período do peri-parto, estas são situações que exigem além da capacidade e, portanto, precisam de respeito, paciência e empatia. Além da mãe, que precisa de uma rede de apoio, o bebê também precisa. 

É importante saber que uma mãe não consegue lidar com tudo sozinha e ainda suprir as expectativas construídas pela sociedade. Neste momento, é importante que parceiros participem e que outros familiares também estejam presentes fornecendo suporte e amor à mãe e ao seu bebê.

Neste momento desafiador, conte com a Yuk’s para vestir e proporcionar segurança ao seu bebê. Podemos garantir cuidados que vão muito além do amor. O conforto do seu bebê é indispensável neste momento. Conheça a nossa loja e faça parte da família Yuk’s.

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